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História

Arrimal

   Segundo a história, o Lugar do Arrimal, surge na altura do Rei D. Afonso Henriques, após ter acampado junto às lagoas, aí chegados, e perante o agrado do lugar lhe provocou, logo tratou de mandar “ arrimar” armas e animais para os dias seguintes.

   Foi curato anual da apresentação da Colegiada de Porto de Mós. Por decreto de 7 de Setembro de 1895, foi anexado ao concelho de Alcobaça e por Decreto de 13 de Janeiro de 1898 que restaurou o de Porto de Mós, voltou a fazer parte do mesmo.

   A igreja Paroquial de Arrimal consagrada a Santo António - localizada na avenida de Santo António em Arrimal - foi inaugurada em 1976, substituindo a Igreja Velha. No Arrimal a caminho do Arrabal existe uma capela dedicada a S. João Baptista, e no lugar do Alqueidão do Arrimal, outra capela de invocação de S. Silvestre.

   Arrimal, aldeia rural integrada no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, onde ainda se encontram grandes marcas de ruralidade e de autenticidade rural, tias como carroças de burros e juntas de vacas, essencialmente utilizadas numa das principais atividades económicas da freguesia, a agricultura.

   Atualmente, a indústria de extração e transformação de pedra em bloco assume, também, um papel de relevo na economia local. A marcar a paisagem, as suas belíssimas lagoas, cujas águas, em tempo sequeiro, são utilizadas para regar e dar de beber aos animais. É, de tal modo, interessante e belo toda a freguesia, que um dia, o Ti Paixão lhe dedicou um poema “Um dia diferente”:

“ARRIMAL”
Boa tarde meus senhores, eu venho agora a chegar,
Camponeses ou doutores a todos vou cumprimentar.
Desta nossa linda terra vou contar a sua história,
Temos no alto da serra o lindo Arco da Memória,
foi por D. Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal.
Que nos deixou na nossa aldeia um monumento nacional.
È feito de cantaria com cinco metros de altura,
Ali está de noite e de dia e é linda a sua estrutura.
É de 27 de Setembro, é assim que reza a História,
De 1147, o lindo Arco da Memória.
Serra de Aire e Candeeiros grande maciço nacional,
Para encanto dos estrangeiros a freguesia do Arrimal,
Onde vamos visitar duas grandes lagoas dentro dela,
A nadar lindos bandos de mergulhões.
Ao poente, nasce o Alcoa, um grande filho desta serra,
Para beber água em Lisboa das nascentes do Alviela;
Ao norte nasce o Lena que liga ao Liz que nunca falha.
Muito além de ser pequeno banha os campos da Batalha.
Ao Nascente do Almonda com as bocas bem abertas,
Tantos filhos a nascer e um enteado nas Alcobertas,
Em Parque Natural do País não há melhor
Onde podemos visitar as salinas de Rio Maior.
Mármores e cantarias são milhares de toneladas
De cá saem todos os dias para serem exploradas
Do Algarve até ao Minho encontramos retalhadas
Filhas deste cantinho, as branquinhas calçadas.

Mendiga

   Não se sabe ao certo a origem do nome desta localidade, mas segundo a tradição oral, no início do povoamento da Mendiga existiam apenas três casa nas quais teriam habitado alguns mendigos, dando origem ao topónimo “Mendiga”.

   No entanto, alguns historiadores desmentem tal facto afirmando que a localidade teve sempre muitos habitantes, tendo até havido homens que ajudaram D.Fuas Roupinho a tomar Porto de Mós aos Mouros.

   Certo é que também que na primeira edição do Couceiro, está referido que D. Afonso Henriques a 20 de Janeiro de 1165 concedeu o privilégio a 15 homens da região, para que povoassem toda a extensão de terras ásperas e despovoadas até Minde. A estes povoadores foi-lhes imposto que dessem pousada, roupa e comida aos caminhantes e mendigos que por ali passassem visto que a mendiga se situava numa posição estratégica, por não ser um ponto de passagem de muito trânsito e pessoas.

   Sendo assim, todas estas informações dificultam a obtenção verdadeira da origem do nome “Mendiga”.

   Mendiga foi um curato da apresentação da Colegiada de S. João de Porto de Mós, tendo sido desanexada em 1525 por determinação do Arcebispo de Lisboa, Cardeal-Infante D. Afonso.

   Alguns anos mais tarde foi então elevada á categoria de freguesia. Pertenceu á Comarca de Leiria em 1839, tendo sido integrada na Comarca de Porto de Mós em 1884. Enquanto durou a supressão deste concelho, também esteve anexada ao concelho de Alcobaça, de 7 de Setembro de 1895 a 13 de Janeiro de 1898, ano que regressou á tutela do restaurado município de Porto de Mós, a que ainda hoje pertence.

   Assim se desenvolveu Mendiga, integrada em Porto de Mós que em honra dos santos da sua predileção construiu vários monumentos. A Igreja matriz atual substituía a antiga igreja, entretanto demolida no início dos anos 70, localizada no centro da Mendiga foi inaugurada em 1968, sendo o seu orago Julião. Enquanto à Igreja paroquial, a Igreja Velha da Mendiga, que hoje só resta memória tinha um interior riquíssimo com um altar em talha dourada, destacando-se os quatro painéis de azulejo, representando a última Ceia, o presépio e alguns passos da vida de Santa Maria Madalena. Segundo consta a imagem da Santa tinha os olhos furados por duas balas, das Invasões Francesas. Um outro templo construído recentemente pelo povo, inaugurado em (19….) localiza-se no lugar da Cabeça Veada a Capela de Nossa Senhora de Fátima.

   Hoje a Mendiga é uma aldeia que dá cartas a nível da indústria extrativa de rochas ornamentais, destacando-se a calçada branca, aplicada pelo mundo. Destacando-se uma tímida agricultura de subsistência, a Mendiga hoje é conhecida pelos seus serviços e equipamentos à população e oferta de espaços comercias de lojistas tradicionais. Possuí uma enorme riqueza natural e paisagística com enormes potencialidades turísticas.



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